quarta-feira, 20 de julho de 2011

A águia e a galinha (em nós mesmos)





Ao ler o livro “A águia e a galinha”, de Leonardo Boff, somos convidados a profundas reflexões. O autor, que é dissidente da Igreja católica elaborou a Teoria da Libertação. Liberdade: aí um substantivo que rege a história de uma águia que cai do seu ninho e fica entregue à própria sorte. Um camponês que ali passava a recolhe e a cria junto com suas galinhas. Eis que se desenha a história de uma águia-galinha. Em síntese: no destino de nossa águia surge um naturalista que contesta aquela situação, ao seu amigo camponês: como pode uma águia viver em um galinheiro? Foi quando um desafio foi lançado e os dois homens rumaram para o alto da casa com a ave nos braços. Num sussurro-ordem, o naturalista soprou no ouvido da águia: - Águia, você não perdeu sua essência, ouça sua voz que clama por liberdade e voe! Mas ao ver suas amigas galinhas ciscando no terreiro,  num pulo errante, a águia retornou pra junto delas. Foi quando o velho camponês, cheio de si, se gabou ao saber que jamais aquela ave voaria. Mas o naturalista não estava convencido e um novo desafio foi lançado no dia seguinte. Como da outra vez, ele encorajou a águia ao voo. Porém, novamente ao ver suas amigas ciscando o chão ela se juntou a elas. Alguns dias se passaram e um fato inusitado ocorreu: um casal de águias cortou o céu daquele sítio. Ao ouvir seu granido, a águia-galinha as fitou no alto. Uma confusão tomou conta dela. Como aquelas duas aves poderiam voar tão alto? Ela se identificou com elas, obviamente. Mas depois de uns dias tudo voltou ao normal e nossa amiga continuava sua vida de ciscar o chão e comer o milho jogado pelo seu dono. Mas nosso amigo naturalista, de súbito teve uma ideia. Foi ter com o camponês e propôs o desafio derradeiro: no dia seguinte, antes do sol raiar, eles levariam a águia ao alto de uma montanha e a fariam voar. O camponês, sempre descrente, topou. E eis que os dois rumaram para o cume de uma montanha, e ainda era escuro. Lá o naturalista tomou a águia em seus braços e estava convencido de que ela voaria. E ainda era escuro quando ele ordenou à águia que voasse. Mas ela estava com medo e assustada com aquele local onde jamais estivera. O camponês se preparava para voltar pra casa quando o primeiro raio de sol despontou no horizonte. Era a oportunidade final. O naturalista a segurou sobre sua cabeça e ela fitou o sol no horizonte. Um ultimato agora: - Águia, você não perdeu seu coração de águia. Ouça sua voz interior que clama por liberdade. Rompa os céus sem limites. Liberte-se de si mesma! VOE! A águia deixou os rios de sol penetrarem em seus olhos e num sobressalto abriu suas asas. E numa envergadura perto de três metros, ela deixou os braços do naturalista e, um pouco errante de início, voou pelos céus. Voou e nunca mais deixou de voar.

Essa história me fascina. Boff, metaforicamente, faz um chamado para pensarmos na condição humana. A mídia, nossos governantes, nossos pais nosso sistema nos condicionam, por vezes, a viver como galinhas. É uma forma de poder invisível. É mais simples não termos que nos preocupar com o que há no alto, naquilo que está mais além. Porém, todos nós trazemos uma centelha divina em nosso espírito. Somos águias. Depende pois, de nós outros escolhermos lançar a voos sublimes. Porém, é mister não olvidarmos que precisamos nos alimentar, precisamos sobreviver, precisamos do essencial. Uma águia, para alçar voo, precisa antes de tudo ter os pés no chão. Eis que Boff conclui sua narrativa assertando que nós devemos ter em mente que nosso potencial interior nos permite ir muito alto, qual as águias. Porém, devemos saber que é preciso garantir nossa condição básica, como as galinhas. 

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Sentido da Vida

O SENTIDO DA VIDA

(Plínio Paiva)

Ao me perguntar sobre o sentido da vida, penso na evolução de um pássaro. Do ninho, ao encobrir-se em volta do ovo, lança-se aos ares, sem limites.
Na vida, somos convidados a eclodir e lançar para novas experiências. Somos convidados a sair da casca de nós mesmos, romper com aquilo que nos aprisiona.
Dessa forma, livres, sendo nós mesmos, estaremos preparados para galgar vitórias e conquistas. Qual o pássaro, nos libertamos para viver.
Não podemos esquecer, todavia, que o mesmo ovo que nos aprisiona é o ovo que nos prepara para a jornada. É nele que nos abrigamos e aquecemos para a vida.
Não é lícito, porém, desperdiçar a valiosa chance de lançarmos ao desconhecido. A vida é muito bela para ser desperdiçada e muito curta para ser entendida.
Ora, o que nos resta, pois? A escolha de nossa ação determinará nossa sorte: contentar-nos com a condição de embrião ou lançarmo-nos para os céus mais sublimes. 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Teu Corpo

Teu Corpo
Plínio Paiva

Das brumas secretas do campo,
O vi surgindo, lânguido de um porto.
Fascínio me envolveu de sorte e tanto,
E dali emergiu para mim, teu corpo.
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As dores d´alma aos poucos,
Se foram, despedindo a tempo.
E os dias para mim de loucos,
Passaram a sublimes, em cada momento.
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Vi-me descobrindo teu cheiro,
E tuas curvas mansas, sinistras,
Me conduzindo para mim mesmo,
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A menina se revelou em pistas.
Aos poucos me tornei inteiro,
Para amar-te, sem medo, sem malícias!



terça-feira, 26 de outubro de 2010

Falando de Amor

Falando de Amor

Plínio Paiva

O amor é capaz de ludibriar a essência. O amor modifica o tempo, tornando eternos os segundos na volúpia das horas. O amor completa as lacunas de solidão. O amor encoraja, amedronta, distancia, aproxima. O amor dá segurança de si mesmo.

O amor inspira os talentos secretos do ser, fazendo brotar o que há de sublime em si mesmo. O amor acrescenta felicidade aos dias. O amor amadurece, enfraquece... O amor, verdadeiro (ou não), nos torna seres melhores.

Talvez seja ousadia falar de amor. O amor, em sua essência, não precisa ser descrito. Por ser o pai de todos os sentimentos, ele simplesmente é.
E há amor em tudo ao redor. Amor no céu, amor na terra e amor na água. Erramos o limitar o amor entre duas pessoas. O verdadeiro amor está no reconhecimento das verdades. Essas são provenientes de uma força maior que ainda não temos muita capacidade de compreender: DEUS.

Por isso, esforcemo-nos para viver o amor, em pequenos gestos, palavras e pensamentos. Dessa forma, receberemos naturalmente pela lei de ação e reação todo o amor que dedicarmos!  

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A paz de Deus

A paz de Deus
(Plínio Paiva)

A paz de Deus está
No colo de mãe
No cheiro de vó
No carinho de irmã.


A paz de Deus está
Na melodia do sabiá
Na semente a germinar
Na brandura das jabuticabeiras.

A paz de Deus está
No sorriso de criança
Nas mais saudosas lembranças
Dos dias de infância.

A paz de Deus está
No trabalho do beija-flor
No dia cheio de cor
Nos momentos de amor.

A paz de Deus está
Na música de ninar
Nas flores e suas belezas
Nos encantos da natureza.

A paz de Deus está
No banho de chuva
Na luminescência da lua
Nos raios de sol.

A paz de Deus está
No pingo d'água
No barulho da cigarra
No trabalho das formigas.

A paz de Deus está
Em mim
Em você
No mundo.

Eu quero a Paz de Deus
Eu quero a paz dos Homens
Eu quero abraçar o mundo
E cantar minha felicidade.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Ficha limpa!

Meu nome é Plínio de Paiva Pacheco, sou estudante de Relações Públicas da PUC - MG. Venho através deste, manifestar minha defesa pela "Lei da Ficha Limpa". O histórico de corrupção da política brasileira remete-se a tempos remotos, do Brasil Colônia. Depois de mais de 500 anos, enfim, conquistamos algo de interesse público: uma forma efetiva de combater a corrupção. Infelizmente, avanços como estes desagradam a alguns. Enfim, a Lei da Ficha Limpa está em cheque. Enquanto cidadão tenho o dever de lutar pela dignidade do meu país. Creio que os senhores ministros que são contra a Lei deveriam rever suas opiniões acerca da mesma. Pensemos no quanto avançamos e no quanto temos pela frente ainda! Senhores ministros, não dêem este banho de água fria na democracia e na idoneidade na política! Desejo, pois, que tenham seus entendimentos iluminados por alguma força maior... Repensem, pensem no futuro de nossa pátria! Pensem nas crianças que ligam a TV e vêem escândalos atrás de escândalos! Pensem na grandeza e beleza no nosso Brasil! Lutemos por ele! Lutemos contra toda e qualquer forma que vá contra os ideais mais sublimes. Desde já agradeço por este espaço de manifestação... Agradeço por ser ouvido. 

Cordialmente,

Plínio de Paiva Pacheco